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Considerações sobre um programa de variáveis

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Recentemente, publicamos um estudo sobre Programas de Variáveis e quando falamos no assunto, é natural que a discussão sobre motivação venha à tona.

O jornalista norte-americano, Charles Duhigg, é autor do best-seller “O poder do hábito”. Esse livro traz muitas reflexões sobre como a criação de rotinas pode nos ajudar a enfrentar alguns desafios da vida pessoal e profissional, trabalhando, principalmente, a motivação e a criação de significado para nossas atividades.

Em seu livro, o autor apresenta um curioso estudo desenvolvido na década de 90 por doutorandos de psicologia, em uma universidade dos Estados Unidos.

O objetivo do estudo era compreender como as pessoas associam o desenvolvimento de atividades simples com a construção da força de vontade.

O experimento

Um grupo de pessoas foi selecionado e encaminhado a uma sala com um espelho falso. Diante de cada participante, os pesquisadores colocaram duas tigelas: uma com cookies e outra com rabanetes. Algumas pessoas foram instruídas a comerem os cookies, enquanto as demais deveriam comer somente os rabanetes.

Observando o grupo através do espelho falso, os pesquisadores notaram que os comedores de cookies se deliciavam e aproveitavam cada momento. Já os comedores de rabanetes olhavam com inveja para os colegas e ficavam tentados a atacar a tigela de biscoitos.

Nesse instante, os participantes que comiam o vegetal precisavam desenvolver um autocontrole e uma força de vontade muito maiores do que os outros companheiros.

Passados alguns minutos, uma pesquisadora entrou na sala e colocou um quebra-cabeça na frente de todos participantes. Aqueles que não conseguissem resolver o puzzle, poderiam desistir.

Novamente o grupo foi observado e, curiosamente, aqueles que comeram os cookies tinham mais paciência e pré-disposição para resolver o enigma. Os comedores de rabanetes resmungavam bastante e logo desistiam.

Conclusão da pesquisa

O experimento comprovou que a força de vontade não é somente uma habilidade, mas funciona como um músculo, assim como um braço ou uma perna, e quando usada ao extremo, ela se cansa.

Ou seja, os participantes que comeram os rabanetes gastaram toda sua energia com a árdua tarefa de resistir aos cookies e quando precisaram de força de vontade e determinação para encarar o desafio do quebra-cabeça, desistiram facilmente.

Programa de variáveis

A criação de estratégias de ICP pode ajudar a organizar os planos de trabalho, ajustando o foco da equipe. Dependendo do objetivo da empresa, os gestores podem criar um programa que guie os colaboradores trabalhando também sua motivação – ou, como aponta Charles Duhigg, trabalhando para que o músculo da força de vontade não se canse.

Sabemos que o caminho até o atingimento das metas é longo e, muitas vezes, é impossível evitar os “rabanetes”, porém, com os ICPs, é possível também oferecer cookies como pequenas recompensas!

Os ICPs também foram impactados pela Reforma Trabalhista. Obtenha essa publicação e confira os comentários do especialista em direito do trabalho, Dr. Reinaldo Fernandes.

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